Casa das Canetas

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“Não contem com o fim da pena”

Autor: Carlos Roberto Claro

Resumo: De fato, a pena foi inventada, assim como a roda. Não será reinventada, jamais. Um ou outro detalhe pode ser modificado, mas a essência, a ideia geral, fica.

Fonte: O autor em 11/06/2016

Data: 07/11/2019

“Não contem com o fim da pena”

Parodiando Umberto Eco ["Não contem com o fim do livro"] optei por escrever este título.

De fato, a pena foi inventada, assim como a roda.

Não será reinventada, jamais.

Um ou outro detalhe pode ser modificado, mas a essência, a ideia geral, fica.

Mas o texto não se presta a falar sobre a invenção da pena e sim como ela se situa nos tempos atuais tecnológicos. Em tempo de digitação, de conversa virtual, não mais se pensa em escrever à mão e muito menos redigir carta.

Soa meio "cafona", aos mais jovens pegar caneta escrever algo a um amigo. Mas o fato é que a pena tem seu charme, desfrutado por poucas pessoas, sensíveis à arte de escrever à mão. Eu mesmo conheço poucos que escrevem com tal instrumento, mas que ainda possui admiradores.

 A pena - só ela - proporciona escrita confortável, singular. É de somenos importância a cor da tinta. Esta flui naturalmente sobre o papel, traduz a marca do pessoal estilo de quem a utiliza.

A pena exerce verdadeiro fascínio sobre quem a toma na mão; a atração é fatal ao primeiro encontro e a convivência harmoniosa perdurará ao longo de décadas. Portanto, não contem com o fim da pena...

Permito que a pena deslize livremente sobre o papel a fim de que escreva aquilo que o espirito determinar.

A fluidez da escrita depende dela, da pena que me acompanha há mais de quatro décadas.

Transformar linguagem oral em escrita é dos atos mais difíceis. Creio que é coisa dos deuses. Decompor a palavra é algo complexo, que exige muito.

A pena caminha sem rumo sobre o virgem papel.

Às vezes de forma mais densa e aguda; às vezes mais vagarosa, com certa paciência.

As letras, nem sempre regulares, são grafadas com a tinta da perenidade.

Escrever é uma arte; bela arte.

Escrever com refinamento, estética e de forma que se consiga passar a mensagem, eis a grande questão.

Escrever com pena também é uma arte, quem sabe, concedida pelos deuses aqueles que sabem dar valor à escrita.

 

Carlos Roberto Claro

 

De Ossos e Penas às canetas: Tinteiro, Esferográfica e Rollerball.

Autor: Adriana Fagotte

Resumo: Uma das mais importantes descobertas do homem, certamente foi à escrita. Registrar o pensamento permitiu uma inédita difusão do conhecimento por gerações. Contudo, para a aplicação deste grande avanço, naturalmente era necessária a criação dos instrumentos escrita.

Fonte: https://www.historiadetudo.com/caneta

Data: 07/11/2019

De Ossos e Penas às canetas: Tinteiro, Esferográfica e Rollerball.

Uma das mais importantes descobertas do homem, certamente foi a escrita. Registrar o pensamento permitiu uma inédita difusão do conhecimento por gerações. Contudo, para a aplicação deste grande avanço, naturalmente era necessária a criação dos instrumentos escrita.

Os babilônicos criaram a escrita cuneiforme, usando pedaços pontiagudos de madeira ou ossos que eram usados para traçar os escritos, marcando permanentemente os blocos de argila onde eram feitos.

Os egípcios desenvolveram o papiro, a primeira forma de papel da história. Sabe-se que, para fixar à escrita, o homem da antiguidade começou fazendo uso de ossos molhados em tintas vegetais. Séculos mais tarde, as penas de ganso permaneceram como as principais formas de se escrever. Somente no final do século XVIII é que pensaram na substituição de tal instrumento por um objeto manufaturado, resultando na criação das penas de metal, as quais obtiveram relativo sucesso na época.

Durante o século XIX, vários inventores tentaram desenvolver uma caneta com tinta em seu interior, o que chamamos hoje de caneta tinteiro. Somente em 1884, Lewis E. Waterman patenteou tal invenção.

As canetas esferográficas, principais modelos usados atualmente, surgiram em 1937 por meio do húngaro Ladislao Biro, porem, a popularização das canetas esferográficas se deu em 1945, por meio do francês Marcel Bich, o qual desenvolveu um novo processo de fabricação dos objetos, capaz de reduzir grandemente os custos de produção e os preços finais repassados aos consumidores.

As canetas rollerball foram introduzidas em 1963 pela empresa japonesa Ohto. Existem dois tipos principais: tinta líquida e tinta gel. O tipo 'tinta líquida' usa um sistema de suprimento de tinta semelhante a uma caneta-tinteiro e foi projetado para combinar a conveniência de uma caneta esferográfica com o efeito suave de "tinta úmida" de uma caneta-tinteiro.

As tintas de gel geralmente contêm pigmentos, enquanto as tintas líquidas são limitadas a corantes, pois os pigmentos afundam em tinta líquida (sedimentação). A espessura e o poder de suspensão dos géis permitem o uso de pigmentos na tinta gelificada, o que produz uma variedade maior de cores mais brilhantes do que é possível na tinta líquida. Os géis também permitem o uso de pigmentos mais pesados ​​com efeitos metálicos ou brilhantes, ou pigmentos pastéis opacos que podem ser vistos em superfícies escuras.

Em comparação com canetas esferográficas, nas roller é necessário aplicar menos pressão na caneta para que ela escreva corretamente. Isso permite segurar a caneta com menos estresse na mão, economizando energia e melhorando o conforto.

As tintas geralmente apresentam uma gama maior de cores devido à maior variedade de corantes solúveis em água ou ao uso de pigmentos.

Com sua suavidade de escrita e traço as canetas roller, como são popularmente chamadas, vêm conquistando o mercado das canetas esferográficas e das tradicionais Canetas Tinteiro, por usar tinta à base de água, sendo mais bem absorvida pelo Papel e apresentando menor viscosidade. Adquira já a sua!

 

Como Surgiu a Lapiseira?

Autor: Adriana Fagotte

Resumo: Já parou pra pensar quem foi que criou alguns dos objetos que mais usamos no nosso dia a dia, nas escolas, universidades e no trabalho: a lapiseira?

Fonte: Bibliografia Superinteressante, Publicado em 19 fev. 2011.

Data: 07/11/2019

Como Surgiu a Lapiseira?

Já parou pra pensar quem foi que criou alguns dos objetos que mais usamos no nosso dia a dia, nas escolas, universidades e no trabalho: a lapiseira?

A primeira lapiseira (“lápis mecânico”), como até hoje é chamado em inglês, surgiu na Inglaterra, em 1822. Sua patente era para um lápis recarregável com mecanismo propulsor emitido para Sampson Mordan e John Isaac Hawkins.

Depois de comprar os direitos de patente de Hawkins, Mordan entrou em uma parceria de negócios com Gabriel Riddle de 1823 a 1837. Depois de 1837, Sampson Mordan terminou a parceria com Riddle e continuou a fabricar lápis como "S. Mordan & Co".

Sua companhia continuou a fabricar lápis e uma ampla gama de objetos de prata, até a Segunda Guerra Mundial, quando a fábrica foi bombardeada.

Entre 1822 e 1874, mais de 160 patentes são registradas pertencentes a uma variedade de melhorias para lapiseiras.

 A primeira lapiseira de mola foi patenteada em 1877 e o mecanismo de alimentação (torção) foi desenvolvido em 1895.

O grafite 0,9 milímetros foi introduzido em 1938, e mais tarde foi seguido por 0,3, 0,5 e 0,7. Atualmente existe uma infinidade de espessuras, mais comuns, entre 0,2 até 5,6mm.

A lapiseira se tornou sucesso no Japão com algumas melhorias em 1915 por Tokuji Hayakawa, um metalúrgico que tinha acabado de terminar seu aprendizado, e foi apresentado a "Ever-Ready Sharp Pencil".

Ao mesmo tempo nos EUA, Charles R. Keeran estava desenvolvendo uma lapiseira similar que seria o precursor da maioria das lapiseiras de hoje.

Estas duas histórias de desenvolvimento - Hayakawa e Keeran - são muitas vezes erroneamente combinados em um. Keeran patenteou o sua lapiseira em 1915 e logo depois iniciou produção.

Depois de algumas melhorias, o seu design foi comercializado como "Eversharp". Até o início dos anos 1920, Wahl tinha vendido mais de 12.000.000 Eversharps.

Alguns dos fabricantes tradicionais de lapiseiras atuais: Pentel , Pilot, Tombow , Uni-ball, Zebra, Faber-Castell , Lamy , Rotring, Staedtler, Bic, Papermate, Caran d'Ache e Parker.  

História da caneta tinteiro

Autor: Carlos Roberto Claro

Resumo: Conta-se por aí, nos livrinhos de história, que foi na Idade da pedra (uns 30.000 antes de Cristo) que os seres humanos deram início à comunicação escrita, desenhando nas pedras de suas cavernas.

Fonte: Carlos Roberto Claro - 19/07/2019

Data: 01/11/2019

História da caneta tinteiro

História da caneta tinteiro

         De início, advirto o leitor de que o texto a seguir não é científico, ou seja, inexistiu pesquisa objetivando determinado resultado concreto; não levei a efeito qualquer investigação almejando determinado saber. Portanto, não se trata de conhecimento provado (conforme Alan F. Chalmers), mas mera opinião mundana, ideias de quem é apaixonado pela escrita em geral e pela pena em particular. São apenas divagações, nada mais que isso, em resumo.

         Conta-se por aí, nos livrinhos de história, que foi na Idade da pedra (uns 30.000 antes de Cristo) que os seres humanos deram início à comunicação escrita, desenhando nas pedras de suas cavernas. Pulando no tempo, os egípcios tiveram a feliz ideia de inventar o primeiro tipo de papel, assim denominado papiro, deveras frágil, criando, também uma tinta a base de plantas e nesse papiro escreviam com pedaços de ossos, mergulhando-os nesta. Depois inventaram o pergaminho, que se traduziu em grande avanço “tecnológico”, substituindo (aqui interessa a quem aprecia a pena) os ossos por penas de ganso. Dando mais um salto na história da civilização, no século XVII foram inventadas as penas metálicas, substituindo tais penas de ganso. E assim foi. As penas eram mergulhadas em tinta até que em 12 de fevereiro de 1884 (há mais de 135 anos) Lewis Waterman (sim, o da famosa marca), tendo em vista determinada situação concreta, patenteou a primeira caneta tinteiro.  O resto, todos sabemos. Marcas afamadas surgiram (como Parker, Sheaffer, Montblanc e várias outras) e houve transformações nesse exitoso e milionário mercado. Sabemos que uma caneta edição limitada da Waterman, da Montegrappa ou da Montblanc tem custo elevadíssimo, fora do alcance da maioria das pessoas, que nem sequer sabem que existe, ainda hoje, a tinteiro.  

          Mas, o que de fato ainda leva várias pessoas a adquirir canetas tinteiros e fazer uso no dia a dia? De fato, não sei se Freud explica. Mas, particularmente tenho lá meus vários motivos. Hoje as pessoas têm pressa, pois tudo é para ontem. Não há tempo a perder, pois, tempo é dinheiro. Vivemos uma corrida contra o relógio. Todos nós temos nossos afazeres diários e responsabilidades. Então, perder tempo em encher de tinta uma pena é impensável, pois, demora e não há paciência para isso. Carregar o instrumento no bolso é algo inimaginável. Melhor ter o celular na mão, na medida em que ele resolve 99% de nossas necessidades. O tempo, da maioria, é o agora, já.

         Entretanto, quem empunha uma pena, seja ela simples, de valor reduzido, ou mesmo uma Gaius Maecenas 888 da Montblanc, sabe qual a diferença, e sabe muito bem. Todo o ritual de mergulhar a pena na tinta - sentir o pistão trabalhando -, até que esteja suficientemente abastecida, depois limpá-la cuidadosamente e fazer uso é algo de fato indescritível. E há mais: quem escreve com pena ama a palavra escrita, não há dúvida. Não é preciso comparar o desenho que a pena faz com o de uma caneta “comum”. Sem dúvida, a escrita daquela é muito mais bela, de fato imponente e apresenta estilo próprio. É uma escrita que se destaca, se coloca em degrau superior e demonstra estilo de quem usa a pena. Além de tudo, uma caneta tinteiro tem durabilidade de décadas, muitas décadas. É passada de geração a geração, como no meu caso. 

Algumas palavras sobre a Caneta Tinteiro.

Autor: Carlos Roberto Claro

Resumo: Empunhar uma pena, seja ela afamada ou não; seja ela de valor expressivo ou não; é algo que talvez seja escasso nos dias atuais.

Fonte: Carlos Roberto Claro - 12/11/2015

Data: 01/11/2019

Algumas palavras sobre a Caneta Tinteiro.

Em tempos pós-moderno, de acentuado momento digital, pode ser estranho alinhar algumas palavras sobre caneta tinteiro, tinta, pena. Empunhar uma pena, seja ela afamada ou não; seja ela de valor expressivo ou não; é algo que talvez seja escasso    nos dias atuais. Entretanto, por mais que possa soar estranho num primeiro momento, a pena tem lugar num mundo repleto de paradoxos, num tempo em que pouco se escreve à mão, numa era em que o teclado aparentemente “extinguiu” tal instrumento de escrita.

                        Para os admiradores da pena, inexiste qualquer possibilidade de compará-la a canetas esferográficas ou outros instrumentos de escrita; a bem da verdade, não há como descrever preciso instrumento que traduz o sentimento de alguém. Sinto-me ofendido quando alguém me chama de “arcaico”, porque bem sem o que a tinteiro representa em minha vida, em minha formação.

                        O amor (e a admiração) pela pena não nasce por acaso; não segue modismos passageiros ou tendências. Creio que o amor à primeira empunhada, e no meu caso essa adoração incondicional surgiu há décadas, quando fui presenteado com uma Parker 51, então pertencente ao meu pai. Desse momento em diante a relação de companheirismo e cumplicidade só se expandiu, criou laços, fez com que raízes profundas crescessem mais e mais.

                        Para o verdadeiro admirador da caneta tinteiro, há emoção sem igual quando se aprecia os traços firmes deixados pela pena; quando se observa o formado da letra, quando se contempla a cor da tinta. Não  se pode descrever o momento peculiar de quando a pena desliza suavemente no papel, quando se percebe o formado da escrita. A emoção é sem igual e só os que realmente conhecem da arte podem, talvez, o ato de escrever com pena. Para o admirador da tinta, da pena, não tem adjetivos para descrever o que é usar tão importante instrumento de escrita, que jamais acabará, com certeza. Não há adjetivo para descrever tão sublime momento que é deslizar a pena, senti-la, verificar suas possibilidades. O rascunho deste singelo texto, obviamente, foi escrito com uma caneta tinteiro, pena grossa, num voo para Curitiba. Fiquei, então, em excelente companhia: caneta, tinta e papel.

                        A pessoa que escreve com pena até pode ser considerada old-fashioned, mas, bem no fundo, sabe que ser “diferente” é apreciar boas coisas, como a tinteiro. Esse “saudosismo” em mim se impregnou há décadas e a pena marcou meu coração com tinta azul-clara, de forma indelével.

Carlos Roberto Claro 

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