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Por que pena?

Autor: Carlos Roberto Claro

Resumo: Tive o privilégio de escrever com algumas canetas de marcas mundiais (aqui não nominarei) e também não foram poucos os que me perguntaram (e perguntam): mas, por que pena?

Fonte: Carlos Roberto Claro - 11/07/2019

Data: 03/09/2019

Por que pena?

Meu gosto pela pena teve início há 46 anos, exatamente no dia em que fui presenteado com uma Parker 51, que ainda me pertence e funciona a todo fôlego. De lá pra cá, tive o privilégio de escrever com algumas canetas de marcas mundiais (aqui não nominarei) e também não foram poucos os que me perguntaram (e perguntam): mas, por que pena?

             É certo que, em tempos de tecnologia digital, computadores potentes e variedade de instrumentos, certamente a grande maioria das pessoas não mais sabe o que é escrever com caneta, muito menos com pena. Aliás, nem sequer carecem assinar cheque (o que é isso?) ou mesmo utilizar caneta por longo período. Aliás, escrever à mão se tornou algo bastante incomum; mercadoria fora da prateleira.

               De fato, para muitos a caneta em geral e a pena em específico certamente são algo retrô, old fashioned, que não mais estão no bolso do paletó ou nas carteiras femininas.

               Ledo engano dos mais apressados. Nunca se produziu tanta caneta quanto nos tempos atuais; as grandes companhias faturam milhões de dólares (e euros) com a venda de canetas destinadas a colecionadores e outras tantos para uso comum (peças ao alcance de muitos); as pessoas de estilo, as que conhecem o que realmente é bom e duradouro, adquirem canetas (e penas), que certamente durarão décadas, não tenho dúvida.

                Não é à toa que, chegando a uma reunião e tirando uma pena da pasta, o sujeito se depara com olhares meio que perplexos. Pena? Em que século você está? Bem, eu estou no século XXI, igual a todos, mas, o diferencial é que eu, como milhares de pessoas, sabemos o que é ter uma pena no bolso. Usar uma pena se traduz em sensação única, indescritível. É como apreciar um quadro de Picasso ou visitar o Coliseu; é como se sentar aos pés da Torre de Paris e admirá-la. Não há adjetivo, não há palavra à altura do sentimento único.

                  Passadas tantas décadas depois que fui escolhido pela pena (sim, ela me escolheu e não ao contrário) e o casamento já vai para quase meio século, ainda me perguntam: por que se utiliza de pena? A resposta, invariável, é a mesma sempre: porque por ela fui escolhido.

Carlos Roberto Claro 

“Não contem com o fim da pena”

Autor: Carlos Roberto Claro

Resumo: De fato, a pena foi inventada, assim como a roda. Não será reinventada, jamais. Um ou outro detalhe pode ser modificado, mas a essência, a ideia geral, fica.

Fonte: O autor em 11/06/2016

Data: 11/07/2019

“Não contem com o fim da pena”

Parodiando Umberto Eco ["Não contem com o fim do livro"] optei por escrever este título.

De fato, a pena foi inventada, assim como a roda.

Não será reinventada, jamais.

Um ou outro detalhe pode ser modificado, mas a essência, a ideia geral, fica.

Mas o texto não se presta a falar sobre a invenção da pena e sim como ela se situa nos tempos atuais tecnológicos. Em tempo de digitação, de conversa virtual, não mais se pensa em escrever à mão e muito menos redigir carta.

Soa meio "cafona", aos mais jovens pegar caneta escrever algo a um amigo. Mas o fato é que a pena tem seu charme, desfrutado por poucas pessoas, sensíveis à arte de escrever à mão. Eu mesmo conheço poucos que escrevem com tal instrumento, mas que ainda possui admiradores.

 A pena - só ela - proporciona escrita confortável, singular. É de somenos importância a cor da tinta. Esta flui naturalmente sobre o papel, traduz a marca do pessoal estilo de quem a utiliza.

A pena exerce verdadeiro fascínio sobre quem a toma na mão; a atração é fatal ao primeiro encontro e a convivência harmoniosa perdurará ao longo de décadas. Portanto, não contem com o fim da pena...

Permito que a pena deslize livremente sobre o papel a fim de que escreva aquilo que o espirito determinar.

A fluidez da escrita depende dela, da pena que me acompanha há mais de quatro décadas.

Transformar linguagem oral em escrita é dos atos mais difíceis. Creio que é coisa dos deuses. Decompor a palavra é algo complexo, que exige muito.

A pena caminha sem rumo sobre o virgem papel.

Às vezes de forma mais densa e aguda; às vezes mais vagarosa, com certa paciência.

As letras, nem sempre regulares, são grafadas com a tinta da perenidade.

Escrever é uma arte; bela arte.

Escrever com refinamento, estética e de forma que se consiga passar a mensagem, eis a grande questão.

Escrever com pena também é uma arte, quem sabe, concedida pelos deuses aqueles que sabem dar valor à escrita.

 

Carlos Roberto Claro

 

Algumas palavras sobre a Caneta Tinteiro.

Autor: Carlos Roberto Claro

Resumo: Empunhar uma pena, seja ela afamada ou não; seja ela de valor expressivo ou não; é algo que talvez seja escasso nos dias atuais.

Fonte: Carlos Roberto Claro - 12/11/2015

Data: 11/07/2019

Algumas palavras sobre a Caneta Tinteiro.

Em tempos pós-moderno, de acentuado momento digital, pode ser estranho alinhar algumas palavras sobre caneta tinteiro, tinta, pena. Empunhar uma pena, seja ela afamada ou não; seja ela de valor expressivo ou não; é algo que talvez seja escasso    nos dias atuais. Entretanto, por mais que possa soar estranho num primeiro momento, a pena tem lugar num mundo repleto de paradoxos, num tempo em que pouco se escreve à mão, numa era em que o teclado aparentemente “extinguiu” tal instrumento de escrita.

                        Para os admiradores da pena, inexiste qualquer possibilidade de compará-la a canetas esferográficas ou outros instrumentos de escrita; a bem da verdade, não há como descrever preciso instrumento que traduz o sentimento de alguém. Sinto-me ofendido quando alguém me chama de “arcaico”, porque bem sem o que a tinteiro representa em minha vida, em minha formação.

                        O amor (e a admiração) pela pena não nasce por acaso; não segue modismos passageiros ou tendências. Creio que o amor à primeira empunhada, e no meu caso essa adoração incondicional surgiu há décadas, quando fui presenteado com uma Parker 51, então pertencente ao meu pai. Desse momento em diante a relação de companheirismo e cumplicidade só se expandiu, criou laços, fez com que raízes profundas crescessem mais e mais.

                        Para o verdadeiro admirador da caneta tinteiro, há emoção sem igual quando se aprecia os traços firmes deixados pela pena; quando se observa o formado da letra, quando se contempla a cor da tinta. Não  se pode descrever o momento peculiar de quando a pena desliza suavemente no papel, quando se percebe o formado da escrita. A emoção é sem igual e só os que realmente conhecem da arte podem, talvez, o ato de escrever com pena. Para o admirador da tinta, da pena, não tem adjetivos para descrever o que é usar tão importante instrumento de escrita, que jamais acabará, com certeza. Não há adjetivo para descrever tão sublime momento que é deslizar a pena, senti-la, verificar suas possibilidades. O rascunho deste singelo texto, obviamente, foi escrito com uma caneta tinteiro, pena grossa, num voo para Curitiba. Fiquei, então, em excelente companhia: caneta, tinta e papel.

                        A pessoa que escreve com pena até pode ser considerada old-fashioned, mas, bem no fundo, sabe que ser “diferente” é apreciar boas coisas, como a tinteiro. Esse “saudosismo” em mim se impregnou há décadas e a pena marcou meu coração com tinta azul-clara, de forma indelével.

Carlos Roberto Claro 

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