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15/03/2016

Algumas palavras sobre a caneta tinteiro

 

 Algumas palavras sobre a caneta tinteiro

Em tempos pós-moderno, de acentuado momento digital, pode ser estranho alinhar algumas palavras sobre caneta tinteiro, tinta, pena. Empunhar uma pena, seja ela afamada ou não; seja ela de valor expressivo ou não; é algo que talvez seja escasso    nos dias atuais. Entretanto, por mais que possa soar estranho num primeiro momento, a pena tem lugar num mundo repleto de paradoxos, num tempo em que pouco se escreve à mão, numa era em que o teclado aparentemente “extinguiu” tal instrumento de escrita.

                        Para os admiradores da pena, inexiste qualquer possibilidade de compará-la a canetas esferográficas ou outros instrumentos de escrita; a bem da verdade, não há como descrever preciso instrumento que traduz o sentimento de alguém. Sinto-me ofendido quando alguém me chama de “arcaico”, porque bem sem o que a tinteiro representa em minha vida, em minha formação.

                        O amor (e a admiração) pela pena não nasce por acaso; não segue modismos passageiros ou tendências. Creio que o amor à primeira empunhada, e no meu caso essa adoração incondicional surgiu há décadas, quando fui presenteado com uma Parker 51, então pertencente ao meu pai. Desse momento em diante a relação de companheirismo e cumplicidade só se expandiu, criou laços, fez com que raízes profundas crescessem mais e mais.

                        Para o verdadeiro admirador da caneta tinteiro, há emoção sem igual quando se aprecia os traços firmes deixados pela pena; quando se observa o formado da letra, quando se contempla a cor da tinta. Não  se pode descrever o momento peculiar de quando a pena desliza suavemente no papel, quando se percebe o formado da escrita. A emoção é sem igual e só os que realmente conhecem da arte podem, talvez, o ato de escrever com pena. Para o admirador da tinta, da pena, não tem adjetivos para descrever o que é usar tão importante instrumento de escrita, que jamais acabará, com certeza. Não há adjetivo para descrever tão sublime momento que é deslizar a pena, senti-la, verificar suas possibilidades. O rascunho deste singelo texto, obviamente, foi escrito com uma caneta tinteiro, pena grossa, num voo para Curitiba. Fiquei, então, em excelente companhia: caneta, tinta e papel.

                        A pessoa que escreve com pena até pode ser considerada old-fashioned, mas, bem no fundo, sabe que ser “diferente” é apreciar boas coisas, como a tinteiro. Esse “saudosismo” em mim se impregnou há décadas e a pena marcou meu coração com tinta azul-clara, de forma indelével. 

 

 

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