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15/06/2016

“Não contem com o fim da pena” - Carlos Roberto Claro

 Curitiba, 11 de junho de 2016.

“Não contem com o fim da pena”

Parodiando Umberto Eco ["Não contem com o fim do livro"] optei por escrever este título.

De fato, a pena foi inventada, assim como a roda. Não será reinventada, jamais.

Um ou outro detalhe pode ser modificado, mas a essência, a ideia geral, fica.

Mas o texto não se presta a falar sobre a invenção da pena e sim como ela se situa nos tempos atuais tecnológicos. Em tempo de digitação, de conversa virtual, não mais se pensa em escrever à mão e muito menos redigir carta.

Soa meio "cafona", aos mais jovens pegar caneta escrever algo a um amigo. Mas o fato é que a pena tem seu charme, desfrutado por poucas pessoas, sensíveis à arte de escrever à mão. Eu mesmo conheço poucos que escrevem com tal instrumento, mas que ainda possui admiradores.

 A pena - só ela - proporciona escrita confortável, singular. É de somenos importância a cor da tinta. Esta flui naturalmente sobre o papel, traduz a marca do pessoal estilo de quem a utiliza.

A pena exerce verdadeiro fascínio sobre quem a toma na mão; a atração é fatal ao primeiro encontro e a convivência harmoniosa perdurará ao longo de décadas. Portanto, não contem com o fim da pena...

Permito que a pena deslize livremente sobre o papel a fim de que escreva aquilo que o espirito determinar.

A fluidez da escrita depende dela, da pena que me acompanha há mais de quatro décadas.

Transformar linguagem oral em escrita é dos atos mais difíceis. Creio que é coisa dos deuses. Decompor a palavra é algo complexo, que exige muito.

A pena caminha sem rumo sobre o virgem papel.

Às vezes de forma mais densa e aguda; às vezes mais vagarosa, com certa paciência.

As letras, nem sempre regulares, são grafadas com a tinta da perenidade.

Escrever é uma arte; bela arte.

Escrever com refinamento, estética e de forma que se consiga passar a mensagem, eis a grande questão.

Escrever com pena também é uma arte, quem sabe, concedida pelos deuses aqueles que sabem dar valor à escrita.

 

Carlos Roberto Claro

 

 

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